Às vezes, mesmo depois de se encontrar em Deus, o coração sente o corte do tempo. Aquele espaço entre o querer e o poder viver. Entre o encontro e o tempo certo.
O amor que nasce do céu vem com um aprendizado novo: esperar. Não por medo, mas por cuidado. Não por insegurança, mas por maturidade. Porque o verdadeiro amor respeita o tempo do outro e o tempo de Deus.
Amar em corte é aprender a não invadir. É amar com as mãos abertas, sem prender. É querer estar, mas respeitar o espaço. É o amor que aceita não ser correspondido no momento e, mesmo assim, não deixa de ser amor.
É entender que cada pessoa tem seu próprio processo, e que forçar um sentimento é como tentar abrir uma flor antes da hora: destrói o broto, machuca o caule e mata a promessa.
O amor em corte é dolorido, sim. Mas também é bonito. Porque é prova de maturidade espiritual. É saber que, às vezes, amar também é dar espaço. E que, no tempo certo, aquilo que for de Deus permanece. Aquilo que for bênção, floresce.

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